Alimentação saudável Helena Santos

5 pormenores sobre obesidade que talvez desconheça

Fala-se muito de obesidade e excesso de peso e há alguns pormenores que são menos discutidos. A associação mais evidente é ao aspecto físico e falta de mobilidade e por isso acaba-se por se falar menos de outros aspectos fundamentais.

A obesidade deve ser prevenida acima de tudo, mas combatida quando já existe. Não baixe os braços há sempre forma natural e saudável de voltar a um peso mais baixo.

A obesidade é uma doença crónica

Muitos nem se referem à obesidade como uma doença, mas as coisas devem ser tratadas pelo nome, sem se querer rotular ninguém obviamente. A obesidade é efectivamente uma doença, um desequilíbrio, e é crónica.

Ser crónica quer dizer que não é algo que desapareça como uma gripe que passa ou uma comichão que desaparece. Num indivíduo obeso, não só as células de gorduras aumentaram de tamanho, como de número e para além disso, conduz a outras doenças como diabetes e doenças cardiovasculares. Adipócitos grandes levam ao recrutamento de macrófagos, promoção da inflamação (saiba mais) e resistência à insulina (saiba mais).

É uma cascata de acontecimentos, que se não tiver um travão, prejudica e muito a saúde em geral.

Um indivíduo obeso pode estar (e na maioria das vezes está mesmo) desnutrido

Normalmente associado à obesidade (excluindo os casos menos frequentes em que a obesidade é causada por medicação ou outras doenças) está um excesso de ingestão de alimentos e falta de actividade física.

Este excesso de ingestão de alimentos é normalmente à custa de alimentos pouco nutritivos, que fornecem essencialmente hidratos de carbono simples e gorduras de má qualidade. Ficam a faltar vitaminas, minerais, gorduras de qualidade, hidratos de carbono de absorção lenta.

O organismo está em excesso de calorias diariamente mas não funciona bem pois não tem acesso a co-factores básicos essenciais para todas as funções do corpo, desde o sistema imunitário à função neuronal.

A gordura é por si um órgão endócrino

Hormonas são libertadas pela gordura,  hormonas estas com funções importantes no organismo e que devem estar nas quantidades certas.

Quando o tecido adiposo é demasiado, há também demasiada libertação destas hormonas levando a desregulação. Leptina (saiba mais), adiponectina e TNFα (Tumour necrosis factor-α) são exemplos. No caso do TNFα, o seu excesso vai alterar a regulação do metabolismo dos açúcares aumentando o risco de resistência à insulina e dislipidemia.

Um estado de inflamação silenciosa instala-se (saiba mais).

A localização da gordura faz diferença

A gordura subcutânea (localizada entre o músculo e a pele e mais fofa quando tocamos na barriga) e a gordura visceral (localizada em redor dos órgãos e mais dura quando se toca na barriga) são ambas perigosas quando em excesso (saiba mais) e estão associadas a aumento da incidência de diabetes, hipertensão, dislipidemia, esteatose hepática (acumulação de gordura no fígado) e inflamação, aumento da incidência de diferentes cancros e doenças cardiovasculares.

Apesar disso a mais perigosa é a gordura visceral que está mesmo em cima dos órgãos. Por isso só porque uma barriga é "durinha”, não quer dizer que seja menos mau.

Mais importante do que o seu peso total é a quantidade de massa gorda que tem

Ao começar a tentar perder peso, pode notar nos primeiros tempos uma grande diferença na balança, mas que pode ser à custa de água e músculo e não da desejada gordura.

Assim, é importante que meça com alguma regularidade a sua quantidade de massa gorda, com um equipamento adequado e que o faça sempre no mesmo local (na mesma farmácia ou com a balança do mesmo nutricionista, por exemplo).

 

A obesidade é sem dúvida um problema que começa a fugir do controlo de todos pelo aumento de incidência que se tem nota ano após ano.

Tome as rédeas da sua vida ou ajude alguém a sair deste problema. Leia mais sobre o que deve fazer aqui, aqui, aqui e aqui.


EsmeraldAzul – para uma vida saudável, consciente e sustentável. 


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