Outro olhar... Cristina Sales

Como reage o nosso organismo aos metais?

No mundo de hoje, o nosso corpo entra em contacto com muitos metais que não fazem parte da composição do nosso organismo: níquel, chumbo, alumínio, titânio, vanádio, mercúrio, timerosal, molibdénio, cadmio, para citar só os mais frequentes.

Estes metais estão presentes nos alimentos e nas bebidas, nas loiças e recipientes para cozinhar e guardar alimentos, nos medicamentos, nos equipamentos dentários e cirúrgicos, nas pinturas e revestimentos de mobiliário, casa e carros, no ar que respiramos, nos cosméticos e produtos de higiene pessoal, na bijuteria, nas tinturas das roupas, sapatos e carteiras, nos piercings, nas tatuagens, enfim, nos mil objetos em que tocamos ao longo do dia.

Mas como reagimos aos metais e minerais com os quais vamos contactando?

Intoxicação

Estes metais podem ir entrando e permanecer no nosso organismo, que não tem capacidade de os eliminar.
Lentamente, ao longo dos anos vão provocar uma intoxicação crónica que se vai agravando insidiosamente, por vezes muito difícil de ser suspeita e nem sempre facilmente diagnosticada e quase sempre dificilmente tratada.  
No caso de ativarem a expressão genética de alguma disfunção ou patologia não é necessário muito para se tornarem muito perigosos .

Os sinais ou sintomas de intoxicação crónica por metais podem ir-se instalando ao longo de dezenas de anos. De uma forma muito resumida, frequentemente são cansaço, reações alérgicas, diminuição de memória, diminuição das capacidades cognitivas, dificuldade em pensar, dores de cabeça, insónia ou sono reparador não reparador.
Mas a intoxicação por metais tóxicos está também na origem de cancro, com relevo para o cádmio, presente no papel de cigarro.


Reatividade

Mas há outro tipo de reação adversa aos metais estranhos ao nosso organismo.
É justamente quando o sistema imunitário da pessoa os deteta como estranhos e decide fazer o que é sua função: reagir tentando eliminar esses estranhos que detetou dentro do seu território de que é o guardião!

E como é que o nosso sistema imunitário reage quando quer eliminar os elementos estranhos que encontrou ao nosso organismo?
Provocando uma inflamação .

A inflamação é a sua forma de combate. Aliás, muito eficaz contra os microrganismos pois consegue matá-los e eliminá-los.

No entanto, contra os metais estranhos o processo da inflamação não consegue ser eficaz. Não os elimina: estão sempre ali, podem estar espalhados por todo o organismo!
É um desespero para o sistema imunitário que, num derradeiro esforço de guerra, aumenta mais e mais a intensidade do processo inflamatório e acaba por poder envolver todo o organismo. A Prof  Vera Stejskal, estudiosa desta problemática deu uma entrevista a Esmeraldazul que vale a pena voltar a ler .

O processo inflamatório desencadeado por uma reatividade imunitária a metais, caracteristicamente, começa entre seis meses a dois anos depois do contacto com o metal.

Pode manifestar-se por uma inflamação no local onde está o metal, (Implantes dentários, próteses ortopédicas, DIU) se for esse o caso, como pode expressar-se por uma inflamação em qualquer parte do corpo ou envolvendo todo o organismo: alergias, dermatites ou acne tardio, inflamação das mucosas digestivas ou respiratórias, fadiga intensa inexplicável, dores de cabeça, enxaquecas, insónia, retenção de água e aumento significativo do peso, alterações nas análises de sangue difíceis de interpretar ou o inicio de doenças auto-imunes.

Se se revê em alguma destas descrições tome atenção! Estará a fazer uma intoxicação ou uma reatividade a algum metal?
Tem amálgamas dentárias? Colocou algum implante? Alguma prótese? Um DIU?
Um stent? Tem piercings? Fez tatuagens? Usa bijutarias?
Usa cosmética sempre da mesma marca?


O Esmeraldaazul aconselha que reveja os objetos que utiliza em caso de sintomas como os que descrevemos.

 EsmeraldAzul – para uma vida saudável, consciente e sustentável

 


0 comentários

Entrar

Deixe o seu comentário

em resposta a