Terapias Complementares Luzia Alves

Drenagem Linfática ajuda na eliminação de toxinas

Já na Grécia Antiga as escolas de Hipócrates e Aristóteles falavam de vasos que não transportavam sangue, no entanto, ainda hoje se levantam diversas questões relacionadas com o sistema linfático.

Podemos definir duas partes constituintes do mencionado sistema linfático, são elas: uma rede de vasos linfáticos que estão por todo o corpo com excepção dos dentes, dos ossos, da medula óssea, do miocárdio e de todo o sistema nervoso central; e um conjunto de órgãos e tecidos linfáticos disseminados em lugares estratégicos do organismo.

Em tal sistema consideram-se três funções da fisiologia:
  • Função de defesa do organismo contra os agentes microbianos;
  • Função de nutrição representada sobretudo pelo sistema linfático intestinal;
  • Função circulatória.
É sobre esta última que se intervém quando falamos de drenagem linfática.

A nível intersticial o capilar linfático vai absorver macromoléculas proteicas, líquidos e outras substâncias resultantes do metabolismo celular que não passam para o capilar venoso e que constituem a linfa, um papel fundamental da homeostasia.

A circulação da linfa vai-se fazendo pelos vasos linfáticos, que possuem válvulas que impedem o seu retorno, e vai juntar-se com o sangue venoso através das veias subclávias.

A circulação da linfa (cerca de 3 litros em 24 horas) faz-se pela contracção dos músculos lisos da parede dos vasos, pela pulsão das artérias que acompanham os grandes vasos linfáticos, pela diferença de pressão torácica durante a respiração e pela propulsão resultante da contracção dos músculos.

O transporte da linfa é lento, contudo intensifica-se entre 10 a 30 vezes com a actividade física e com os movimentos passivos (daí os resultados obtidos com a técnica de Vodder).

Quando inspiramos, o diafragma vai comprimir as vísceras abdominais aumentando a pressão intra-abdominal e baixar a pressão intratorácica, porque aumenta o volume da caixa torácica.
Esta acção não só permite a entrada de ar oxigenado, como funciona como um êmbolo que facilita e estimula a circulação veno-linfática.

Se acorda de manhã com a sensação de mãos grossas, se os anéis não querem sair dos dedos, se se sente entorpecida/o em termos mentais e tudo isto muda com o movimento, se as pernas e os braços são chumbo, pense em estimular a sua drenagem.

Não esqueça o exercício e não esqueça a respiração.

Aqui vão algumas sugestões de exercício respiratório:
  1. Inspirar pelo nariz lenta e profundamente fazendo barriga grande. Reter o ar durante 5 segundos e em seguida expirar lenta e profundamente pela boca, contraindo os abdominais. Repetir dez vezes.

  2. Com as mãos atrás da nuca afastar os cotovelos enquanto inspira pelo nariz, em seguida junte os cotovelos um ao outro enquanto expira pela boca. Executar dez vezes.

  3. Inspirar como no exercício 1, depois suster a respiração e sem expirar contrair e relaxar os abdominais. Conte até 5 e depois expire. Repetir dez vezes.

  4. Enquanto caminha faça a inspiração com o dobro do tempo da expiração.

  5. Abrir os braços e juntá-los acima da cabeça enquanto inspira, em seguida juntá-los ao tronco enquanto expira. Realize dez vezes.
Se sentir que está a ficar estonteado deve parar e respirar normalmente e recomeçar posteriormente. Tal pode acontecer às pessoas que tenham pouca amplitude respiratória e necessitam de avançar mais lentamente.


EsmeraldAzul – para uma vida saudável, consciente e sustentável.


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