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E o mito do ovo ser prejudicial continua a cair...

Durante anos fomos ensinados a temer a gema do ovo devido ao seu elevado teor em colesterol, como se no corpo humano tudo fosse tão simples como: se eu comer mais, os meus níveis aumentam … fazendo-nos esquecer da complexa bioquímica que regula o metabolismo das gorduras e do colesterol.

Na edição de Março de 2009 da "Nutrition Bulletin” foi publicado um artigo com o título: "Eggs and dietary cholesterol – dispelling the myth”. Neste artigo voltam a referir que, mais importante que o teor de colesterol dos alimentos, é a quantidade de gordura saturada ingerida que influencia os níveis de colesterol plasmático.

Ou seja, muitas pessoas são aconselhadas a evitar a gema do ovo, os mariscos e os moluscos (como o polvo), mas todos os dias estas mesmas pessoas comem queijo, fiambre, manteiga e quantidades apreciáveis de carne, sem se aperceberem que estão a ingerir quantidades, por vezes excessivas de gorduras saturadas.

Outro ponto a favor do ovo foi agora também descoberto por investigadores canadianos, num artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, de Janeiro de 2009. Segundo estes autores, a proteína de ovo ao ser cozinhada produz substâncias (péptidos) que apresentam um efeito inibidor da enzima conversora da angiotensina (ACE).

Ou seja, um mecanismo de acção semelhante ao dos fármacos antihipertensores, usados no controlo da hipertensão arterial.

Estes estudos ainda são in vitro, pelo que necessitam verificação in vivo, mas os investigadores avançam que o consumo de claras de ovo cozinhadas poderá vir a desempenhar um papel na prevenção da hipertensão arterial.

É interessante verificar que os ovos, tidos durante anos como favorecedores de doença cardiovascular, começam agora a ser considerados como auxiliares na prevenção desta.


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