Animais e companhia Maria João Baldaia

Em memória da água

Em 2008, o Prémio Nobel da Medicina foi atribuído ao médico Francês Luc Montagnier, pela descoberta e investigação do vírus do Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).


E o que tem o Dr. Luc Montagnier a ver com água?

Existem pensamentos, conceitos, teorias e mais um conjunto de outros aspetos da vida, em que a sua aceitação como sérias ou o seu descrédito total, depende de vários fatores, nomeadamente do momento.

No dia 27 Outubro de 2007, na cidade de Lugano, na Suiça, talvez consciente da sua imunidade científica resultante dos seus estudos, o Dr. Luc Montagnier homenageou o Dr. Jacques Benveniste (1935-2004), afirmando que os seus trabalhos com o vírus do SIDA o tinham aproximado do pensamento do Dr. Jacques Benveniste.
Nos seus estudos, o Dr. Luc Montagnier constatou que no sangue infetado com vírus ou bactérias, ocorrem alterações que o tornam um meio particularmente hostil para a sobrevivência dos microrganismos; verificou também que estes agentes emitem sinais eletromagnéticos e postulou a possibilidade de a informação genética se transmitir do ADN a algo que se encontra na água.   

Quem foi o Dr. Jacques Benveniste e o que tem a ver com a água?

O Dr. Jacques Benveniste foi o autor da teoria da "memória da água, cujas raízes se encontram no estudo publicado em 1981, na revista Nature, onde apresentou a possibilidade da transmissão da informação biológica, se relacionar com a organização molecular da água. Este trabalho desencadeou uma reação em cadeia, pois alguns dos aspetos considerados eram comuns aos postulados pela Homeopatia, nomeadamente as diluições e dinamizações. Este trabalho foi mais tarde desacreditado, por falta de reprodutibilidade dos resultados.

Em memória de Jacques Bienveniste, os seus filhos publicaram o seu livro de apontamentos e batizaram-no de "A minha verdade sobre a memória da água”.


O que terá ocorrido com as experiências do grupo de trabalho do Dr. Jacques Bienveniste? O que fez a diferença? Não sabemos, mas sabemos que a ciência é assim, apesar dos estudos experimentais em teoria controlarem "tudo”, certo é que este objetivo é uma utopia, o que terá acontecido que marcou a diferença?

Será o Dr. Jacques Benveniste mais uma vítima do "Síndome Galileu Galilei” ou antes pelo contrário, uma vítima de si próprio. E aqui surge o Dr. Luc Montagnier que afirma que os seus estudos o aproximam do pensamento audaz de Jacques Benveniste.

A água, tal como o pensamento humano, não pára só porque a impedem de fluir, ela teima em resistir e um dia quando o volume lhe permite, a água ultrapassa as barreiras que lhe foram impostas.
O futuro a Deus pertence e é nele que depositamos a esperança.

Em memória de quem se atreve e de quem resiste, em "memória da água”, ao Dr. Jacques Benveniste.


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