Terapias Complementares Cristina Sales

Fitoterapia não é chás!

A fitoterapia é uma ciência milenar que estuda e utiliza os princípios ativos das plantas com fins medicinais. Atualmente integra o conjunto das terapêuticas complementares.

Muitos fármacos são princípios vegetais, extraídos de forma standard e rigorosamente quantificados para os quais existe indicação terapêutica e são conhecidas a posologia adequada e, eventualmente, as interações medicamentosas e contraindicações ao seu uso clinico.

Alguns segredos sobre os extratos vegetais da fitoterapia
 
As plantas usadas em fitoterapia devem ser cultivadas no seu habitat natural, em terrenos longe de fontes poluentes ambientais e com métodos rigorosamente biológicos.

Em fitoterapia utiliza-se o conjunto dos extratos vegetais da planta no seu todo ou de uma parte específica da planta – raiz, caule, folhas ou flores.

Para ser usada em fitoterapia, a época sazonal em que cada planta é colhida é muito bem determinada para que esteja no máximo do seu potencial terapêutico.
A hora do dia em que é feita a colheita é muito importante, pois o metabolismo do mundo vegetal varia muito ao longo do dia, pela variação lumínica e atmosférica.

A forma de extração dos princípios são, por vezes, segredos bem guardados pela indústria.
Devem ser extraídos imediatamente após a colheita com procedimentos industriais a frio e em que oxidação deve ser rigorosamente minimizada, pois a elevação da temperatura e a oxidação comprometem a qualidade e alteram as características bioquímicas dos delicados extratos vegetais.

A eventual transformação, a embalagem e o acondicionamento revestem-se da maior importância para garantir a qualidade final do produto fitoterapêutico que chega ao consumidor.


Quando comprar um produto fitoterapêutico tenha em atenção

A origem e características do local de cultivo das plantas.
As metodologias de colheita e de extração referida pelo fabricante.
Opte sempre por produtos que são embalados, de forma inviolável, no local de fabrico.


Já pensou no que estará dentro de uma chávena de infusão de uma planta?

Quando procura os efeitos terapêuticos de uma determinada planta e opta por a usar em tisanas ou infusão, faça estas perguntas:

Onde foi produzida a planta e com que grau de exigência?
Há quanto tempo foi colhida a planta?
Como foi seca?
Em que condições e por quanto tempo esteve armazenada?
Que alterações sofreram os princípios ativos da plana desde a sua colheita?
Com que eventuais contaminantes já contactou até chegar à sua chávena?
Que quantidade de planta usou para fazer a sua infusão?
Quanto tempo ferveu a sua tisana?
Qual é a concentração final dos princípios ativos da planta que vai beber na infusão?

Cuidado com os excessos e as interações!

A fitoterapia utiliza princípios vegetais com elevado poder biológico. Daí o interesse da sua utilização terapêutica.
Existe o perigo de sobredosagem e toxicidade por uso demasiado prolongado, interação com outros fitoterápicos e com fármacos.
Como medida genérica, o mesmo fitoterapêutico não deve ser usado por mais que oito semanas seguidas.

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