Aprender sempre! Sofia Baptista

Hipnose

Os povos antigos como os maias, os astecas, os persas e os gregos utilizavam a hipnose como meio de cura. Os sacerdotes ou os bruxos provocavam um estado chamado "sono mágico” através da imposição das mãos ou rituais caracterizados por cantos e danças com um ritmo monótono.

As intervenções cirúrgicas sob o efeito da hipnose já se encontram documentadas desde o início do século XIX.  Em 1950, o uso clínico da hipnose foi aprovado pela Associação de Medicina Britânica e Sociedade de Medicina Americana, sendo atualmente recomendado pelas principais sociedades médicas, psicológicas e até pela Organização Mundial da Saúde(OMS).

Desde que ganhou novo relevo a partir dos anos 50, a hipnose tem tido alguma proeminência em sistemas de saúde de diversos países, como os E.U.A., Inglaterra, Suíça ou França, entre outros.


A Hipnose
A hipnose é um mecanismo mental, totalmente explicável pela ciência. De acordo com Osmar Ribeiro Colás, obstetra e especialista em hipnose da Universidade Federal de São Paulo,"entrar em estado hipnótico é algo fisiológico, natural do organismo, que experimentamos várias vezes ao dia."

A hipnose é um estado de consciência, no qual a pessoa se encontra absorvida por um estímulo, direcionando para esse estímulo toda a sua atenção. Por exemplo, quando estamos concentrados numa tarefa e não percebemos o tempo passar, ou quando estamos a ver um filme e nos deixamos absorver pelo enredo, emocionando-nos, com a história (quase) vivida, estamos num processo hipnótico, pois a mente está focada naquela ação e, com isso, as outras atividades deixam de ser prioritárias e passam despercebidas.

Não é um estado igual ao sono, pois estamos em alerta, é um estado alterado de consciência, mas que mantém a pessoa presente. Contudo, a pessoa não está  "inconsciente",  apenas tem o seu sentido crítico, que controla o que fazemos, bastante diminuído , ou seja, ficamos mais abertos às sugestões dadas pelo terapeuta.
O que a hipnose faz como prática médica é levar o paciente a esse mesmo estado mental, mas de forma coordenada, por meio da indução hipnótica.


Diversos estudos efetuados revelam que a hipnose pode ser eficaz na diminuição da medicação para a dor, na diminuição de complicações associadas a procedimentos cirúrgicos e na aceleração do tempo de restabelecimento.

A capacidade de entrar em transe hipnótico tem uma grande ligação com a capacidade de abstração. As pessoas que têm maior facilidade em usar a imaginação, tem maior facilidade de entrar em hipnose. Quem é muito racional, em geral, sente mais dificuldade em se deixar hipnotizar, mas todos somos possíveis de ser hipnotizados, uns com mais facilidade, outros com menos.

A hipnose para além de ajudar no controlo da dor, pode ser eficaz na gestão do stress e na aceleração da recuperação pós-operatória de uma intervenção clínica. O seu uso também tem sido associado a um melhor resultado global após o tratamento médico e de uma maior estabilidade fisiológica. Os cirurgiões e outros profissionais de saúde relataram níveis significativamente mais elevados de satisfação com os seus pacientes tratados com hipnose do que com seus outros pacientes.

Um estudo sobre os tratamentos da dor, concluiu que as técnicas de hipnose para o alívio da dor aguda são superiores ao tratamento padrão, e muitas vezes melhores do que outros tratamentos reconhecidos para a dor, sendo o custo da intervenção por hipnose duas vezes mais barato do que o procedimento de sedação padrão.

A medicina tradicional, clássica, embora utilize métodos e terapias ultra modernas, para certos sintomas, torna-se ineficaz. Utilizar as ferramentas psicológicas disponíveis e, comprovadamente eficientes, como a hipnose, significa ganhos qualitativos no tratamento de várias patologias, inclusive na dor.

Sejam quais forem os distúrbios, manifestam-se na mente ou no corpo. Neste sentido, um dos melhores caminhos para a cura seja a via mental.

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