Psicologia positiva Paula Costa

Medicação psiquiátricos na Doença Mental?

A doença mental existe e não é exclusiva a determinados grupos de indivíduos, classes culturais ou económicas. Resulta de diferentes factores e apresenta- se em casos graves, crónicos e em casos transitórios, resultantes de acontecimentos de vida.

Em todas as situações é um estado de sofrimento agravado em diferentes situações por atitudes e crenças que promovem comportamentos e sentimentos de culpabilização, segregação e fuga ao tratamento e à medicação.

Muitas vezes o primeiro pedido de ajuda é um ato impulsivo e de desespero, apoiado por amigos e familiares mas, nem sempre, comprometido.

O sucesso do tratamento envolve a consciência de estar doente, a capacidade de questionar, de criticar e de aderir aos tratamentos propostos.

Ver
na medicação o recurso exclusivo à resolução das problemáticas da existência humana ou, a rejeição total à mesma, serão ambas posições extremas que comprometem atitudes de compromisso. De diferentes origens surgem diferentes dúvidas e, por isso, importa pensar na importância da psicofarmacologia (saiba mais).

Perante a doença mental a medicação (saiba mais) deve ser aplicada de forma simultânea ou sequencial com outros tratamentos como um meio necessário e eficaz para a melhoria dos sintomas. A permanência destes apenas dificulta outras abordagens terapêuticas e psicossociais.

Os medicamentos psiquiátricos têm como objectivo contribuir para o bem-estar e a preservação de estados de Saúde e, contra isso, está o número elevado de doentes que interrompem a medicação sem consultar o seu médico.

Em doenças graves e cronicas a interrupção do tratamento leva ao (risco) de recaída.

Existem diferentes tipos de psicofármacos: ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos, estabilizadores do humor. A sua utilização tem um único fim: promover o estado de equilíbrio do individuo.

Entre os factores que levam os indivíduos a rejeitar ou a desistir do tratamento podemos destacar:
  • A não-aceitação da doença e as dúvidas quanto aos benefícios do tratamento,
  • A ocorrência de efeitos secundários pelo uso da medicação,
  • a falta de insight,
  • a gravidade da doença,
  • o alcoolismo e abuso de drogas,
  • relação terapêutica frágil,
  • esclarecimentos reduzidos sobre a doença e o plano terapêutico.
Factores que apontam para a importância da sua utilização:
  • Facilita a reabilitação psicossocial;
  • A evidência e a existência de distúrbios bioquímicos;
  • Evitar a recaída (em determinadas patologias)
  • A sua função terapêutica.
O tratamento e neste caso, a adesão à medicação, dependem do doente, dos técnicos de saúde, da família e do meio social envolvente.

Ter saúde e tratar a doença resultam de tomadas de decisão baseadas na razão e não na emoção e de atitudes de adesão e de auto regulação.


Esmeraldazul, para uma vida saudável, consciente e sustentável!


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