Terapias Complementares Helena Santos

Nutrição funcional: muito mais do que contar calorias!

A Nutrição Funcional está ligada à Medicina Funcional e é nos Estados Unidos que este termo começa a ser utilizado por intermédio do Instituto de Medicina Funcional. Também no Brasil já existe um Instituto de Nutrição Funcional. 

Em Portugal é um termo ainda pouco conhecido/usado.

O que é a Nutrição Funcional?

A Nutrição Funcional não é mais do que o que toda a abordagem nutricional deveria ser. É personalizada, preventiva e quando já existe sintoma/doença procura as causas para as ajudar a ultrapassar tendo como ferramenta os alimentos e os nutrientes (nos alimentos ou suplementos se necessário). Dá-se verdadeira importância à função de cada nutriente.
O trabalho em equipas multidisciplinares deve ser valorizado. Como complemento ao trabalho do médico, o(a) nutricionista é preponderante na manutenção e recuperação da saúde.

Cada organismo é constituído por um conjunto de células. Os alimentos e os nutrientes e muitas outras substâncias que os constituem, influenciam o corpo ao nível celular.
Os milhares de compostos que ingerimos pela alimentação influenciam a forma como as nossas células funcionam e isso condiciona estados de saúde/doença. A alimentação pode ajudar o organismo a funcionar melhor ou ser a sua maior fonte de tóxicos.


A abordagem aos alimentos não pode ser uma mera abordagem calórica.
Por exemplo:










 
1 fatia de bolo de chocolate com 100g pode ter cerca de 450kcal.
Para comer as mesmas calorias são precisas entre 3 a 4 maçãs (com pesos entre 130 e 160 g).

Comer estes alimentos despoleta efeitos diferentes no organismo, embora a quantidade de calorias seja a mesma.
E se este exemplo é simples e quase óbvio, o mesmo se aplica a outros exemplos como bolachas vs pão; margarina vs manteiga; carne vs peixe; lacticínio vs bebida vegetal, legumes convencionais vs biológicos, … Estas diferenças vão condicionar diferentes acontecimentos no corpo e podem fazer a diferença entre sentir-me melhor ou pior.


A nutrição é efectivamente muito mais do que simples cálculo de calorias.

Devem ser verificados os sintomas, sinais e características de cada individuo e relacioná-los com situações de carência ou excesso de determinados nutrientes. Também o estilo de vida deve ser considerado.

Cada indivíduo é único. A nutrigenética é uma ferramenta preciosa para a Nutrição Funcional.

Os alimentos que supostamente são saudáveis (para a população em geral) podem não o ser para uma determinada pessoa. E o que tem efeitos benéficos num indivíduo pode não ter noutro. Geneticamente, imunologicamente, somos todos diferentes. Claro que há aspectos em comum, mas a forma como reagimos aos alimentos é muito diversa.

Exemplos:
Um caso de fadiga extrema pode ter várias causas e a abordagem nutricional vai variar com essas causas: será uma candida intestinal?; estará a pessoa em fadiga adrenal? haverá má absorção de nutrientes e por isso a pessoa não está a aproveitar os nutrientes dos alimentos que come?

Por outro lado a mesma causa pode ter diversas consequências. Hipersensibilidade a certos alimentos pode despoletar enxaquecas, infecções de repetição, alterações intestinais, fadiga, alterações na pele, …


Na Nutrição Funcional procura-se recomendar uma alimentação o mais natural possível, sendo que a suplementação também desempenha um importante papel, sempre que se justifica. Por exemplo: probióticos  para corrigir uma flora intestinal desequilibrada, nutrientes específicos quando se percebe que estão em falta.

Os ensinamentos da nutrição ortomolecular apoiam por isso a nutrição funcional e há também diversos exames de diagnóstico que são muito úteis. O corpo deve ser visto com um todo, já que todas as suas funções estão interligadas.

Os alimentos e os nutrientes que os constituem são capazes de modular a saúde e o bem-estar. A nutrição tem um papel fundamental na prevenção das doenças, no seu tratamento e modula o nosso corpo para se atingirem estados de saúde óptimos.


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