Outro olhar... Cristina Sales

Serotonina faz de nós pessoas felizes


A felicidade e o bem-estar são importantes para a prevenção de múltiplas doenças e para a promoção da saúde física e mental.

As emoções negativas prejudicam a saúde

Estados de tristeza, agressividade e irritabilidade são um importante fator de risco independente para doenças cardio-vasculares. As emoções negativas estão associadas ao aumento de doenças psíquicas aumento da incidência da depressão, do risco de suicídio, e da mortalidade. A depressão está fortemente associada a fadiga, dor, perturbações do sono e doenças-autoimunes e ao aumento de risco das doenças oncológicas.

A felicidade promove a saúde

Em sentido oposto, a felicidade influencia positivamente a saúde o desenvolvimento de emoções positivas, altruísmo, otimismo e resiliência protege da depressão e das doenças induzidas pelo stress, as emoções positivas na segunda década da vida estão fortemente relacionadas com a longevidade seis décadas mais tarde podendo aumentar a esperança de vida em 10 anos, o trato agradável e as emoções positivas estão associadas ao aumento de longevidade dos idosos, a felicidade facilita o sucesso nas relações conjugais, profissionais e sociais.

Serotonina – o neurotransmissor da felicidade

A felicidade e sensação de bem-estar estão relacionadas com a capacidade do nosso organismo produzir, de forma adequada, os neurotransmissores dopamina, mas sobretudo, a serotonina.
A serotonina é o neurotransmissor que permite ter a sensação de prazer e de felicidade.

São múltiplas as causas para ter deficiência em serotonina no tecido neurológico e, assim, predispor a sintomas de tristeza continuada, de baixa de humor e de depressão.

Tratamento farmacológico de deficiência em serotonina

Os medicamentos usados no tratamento da depressão por deficiência de serotonina são genericamente designados por SSRI – Inibidores da Recaptação Seletiva da Serotonina.
Pertencem a este grupo farmacológico a Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina, Fluvoxamina, Citalopram, Escitalopram.

O seu uso terapêutico deve ser prolongado e está associado a alguns efeitos secundários não negligenciáveis.

Como saber se tem deficiência em serotonina?

análises clinicas especiais capazes de nos revelar o nível orgânico de determinados neurotransmissores entre eles a serotonina.

Felizmente é possível aumentar o nível de serotonina sem medicamentos!

Se não tem necessidade de tratamento farmacológico mas quer aumentar e manter o seu nível de serotonina, sem químicos, para ter mais capacidade de reagir às adversidades do dia-a-dia sem se deixar ir a baixo e prevenir quadros depressivos, então considere passar à prática estas quatro estratégias:

1 - Pratique com regularidade técnicas de relaxamento, meditação ou Mindfulness
A pratica de meditação é capaz de aumentar a libertação de dopamina. As alterações do estado de consciência auto-induzidos aumentam a síntese de serotonina.

2 - Exponha-se à luz solar
A exposição à luz solar faz aumentar o nível de serotonina em relação direta com a intensidade luminosa e o tempo de exposição à luz solar, sendo independente do ritmo circadiano. No inverno é muito útil a exposição a luz de espectro solar total.

3 - Pratique atividade física regular
A prática de atividade física regular aumenta o nível de serotonina quer no cérebro quer no meio extracelular.

4 - Nutrição e alimentação
A serotonina é sintetizada a partir de triptofano, um aminoácido presente em alguns alimentos, depois deste se transformar em 5-HTP.

Aumente a ingestão de alimentos ricos em triptofano. A alfa-lactoalbumina, que faz parte da proteína whey, a proteína do requeijão, é o alimento que mais favorece a absorção de tripofano.

Para facilitar a síntese de serotonina pode tomar um suplemento nutricional de 5-HTP no inverno ou quando se sentir com baixa da sua força anímica.

Vale a pena facilitar e estimular o bem-estar e a felicidade!


EsmeraldAzul – para uma vida saudável, consciente e sustentável.



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